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O amor e o significado da palavra Prêmio

De repente, você ama – o amor, esta estranha loucura, conduz as suas ações a favor do objeto amado. Tudo o que você deseja é celebrar a grandeza de sua fonte sublime de inspiração. Fanfarra, louros, troféus e toda a glória precisam desabar dos céus, tudo é pouco para promover uma aclamação grandiosa.

 

Numa visão ingênua, os prêmios funcionariam assim, a reboque do afeto. Amou, acionou a engrenagem da celebração total. Tanto mais seria assim, quanto mais heterogêneas se tornaram as comissões julgadoras: na atualidade, por aqui, vai se espalhando a concepção de que os jurados devem representar múltiplos olhares, não devem ser apenas e absolutamente críticos de teatro, como se pretendia outrora. Seriam amantes simples, ingênuos? Ou não? Amantes de verdade?

 

Nos velhos tempos, as comissões eram integradas por críticos atuantes na imprensa. A vantagem da situação era que, com frequência, os jurados viam quase tudo – ou, ao menos, o máximo de tudo. E escreviam a respeito de tudo. Era difícil acompanhar toda a temporada, mas o crítico era naturalmente obrigado a tentar acompanhar: escrever num jornal ou revista significava ver os cartazes e desenvolver uma visão a respeito.

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