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O Rio e a síndrome Antonio Maria

“Hoje, olhos atentos nos textos do jornal, uma surpresa e uma imensa sensação de cansaço: desabou na minha cabeça aquela síndrome Antonio Maria típica do Rio de Janeiro atual. A cidade, ainda que bela e sestrosa, não faz outra coisa a não ser cantar “ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de meu amor…” Eu só conseguia pensar – quando foi que nós resolvemos desamar o Rio, largar a cidade de lado, estraçalhada por vendilhões do tempo, sujeitos avessos à beleza desta capital do amor, sujeitos ignorantes da história da muy leal e gloriosa aldeia de São Sebastião?

 

O fato estarrecedor foi simples. Pois lá no caderno de leilões do jornal O Globo estava o anúncio cheio de letras – o Terezão vai passar no martelo no dia 21. Fiquei congelada, como se não pudesse acreditar no anúncio, seco, direto, objetivo. Lembrei do fechamento do Teatro de Arena, no mesmo prédio, uma casa de história notável para a cidade, até mesmo para a MPB, suprimida de forma sumária da vida carioca.

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