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Uma Dama de Teatro para chamar de nossa

 
Responda rápido: o que faz uma atriz – ou uma mulher de teatro – se tornar uma Dama de Teatro? Não, não estou falando do emploi antigo, dama central, dama galã. Estou falando Dama no sentido de senhora capaz de falar e se fazer ouvir em nome da arte, da realidade do teatro. Aquela mulher capaz de chegar no proscênio e impor o reconhecimento da cena como lugar de falas múltiplas, livres, poéticas, necessárias. De repente, quem ouve se reconhece ali e se percebe cúmplice, participante, gente da arte.

 

Bom, a esta altura toda a tribo interessada em teatro já sabe dos quinze minutos de protagonismo universal de Guida Vianna no Prêmio Cesgranrio, na noite de terça-feira. No rigor, foram doze minutos. Mas que minutos – algo assim para nenhum Andy Wharhol botar defeito. A performance foi intensa, espontânea, sincera, um jorro de coisas que precisam ser ditas, reditas e debatidas.

 

E vamos reconhecer, logo, de saída, o gol, pois a fala caiu bem numa festa cujo objetivo é exatamente este: acender o canhão e deixar a plena potência da arte brilhar sob a luz. Aconteceu. A festa foi linda, numa visão geral as escolhas dos jurados foram bem aceitas, os salões ferveram até tarde, mas a fala das falas, ficou no ar, quicando nas cabeças, nas rodinhas e no buchicho.

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