Talvez fosse natural esperar do principal prêmio de teatro de um país que ele dialogasse de maneira explícita com o mercado. Quer dizer – olhasse e aclamasse o centro da dinâmica teatral, aqueles espetáculos de alcance direto de bilheteria, amplo diálogo com o público e uso consolidado da linguagem da cena. Ele contribuiria, portanto, para o fortalecimento do sistema. Sairiam vencedores, neste caso, os artistas de carreira consolidada, de projeção no sistema de arte. Aos jovens e inovadores caberiam quando muito os prêmios de revelação.   No entanto, não é bem o que acontece no Prêmio Shell de Teatro no Brasil, a julgar pelos resultados cariocas de 2011, divulgados nesta terça, em festa no Espaço Victoria, do Jóquei Clube. A lista dos finalistas…

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