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A cena, as letras e a revolução

Fui uma jovem rebelde – bastante rebelde, sou forçada a reconhecer. E, amante do teatro, acreditava que o mais importante a fazer no teatro era a demolição. Sim, fui adepta do Teatro Pereira Passos, digamos, o Teatro do Bota Abaixo, derruba tudo. Foi uma época fervilhante. Torcíamos o nariz para a tradição teatral em geral, gastávamos neurônios pensando em como fazer tabula rasa do palco.

 

Ou nem tanto – como escolhi e recebi uma formação razoável em humanidades, não conseguia deixar de admirar a grandeza da herança cultural do Ocidente. O cânone, como se passou a nomear as grandes obras clássicas a partir de certo momento, sempre recebeu o meu louvor, mesmo que eu não pensasse que as soluções passadas pudessem cimentar o presente ou o futuro.

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