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Quando a cena é poesia

Dois símbolos absolutos da liberdade humana estão em cena: o trem e o teatro. A delicadeza do tratamento do tema, a insinuar que a liberdade é um bem maior ao alcance de todos, é obra da Argentina. Portanto, corra para ver, aproveite para estreitar as suas relações com o país irmão – Como se um trem passasse, de Lorena Romanin, autora e diretora argentina, está em cartaz no Teatro Poeirinha. É um espetáculo de excelência, teatro em tom maior.

 

Também, pudera, a Argentina conhece teatro tanto como qualquer hábil maquinista domina a sua locomotiva e governa os seus trilhos. Os hermanos não sofrem de preconceitos de arte, não acham que devem derrubar os teatros para se meter em galpões de pura pesquisa. Portanto, vale avisar de saída, dá para resumir a montagem em duas palavras – beleza irresistível. Do texto à cena, só há razão para ser feliz, saudar a crença no lado guerreiro da vida, aquele que o teatro ama mostrar.

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