Almas irmãs, corpos perdidos, identidades encontradas
Tania Brandão
Posted on 22 de dezembro de 2011
Somos uma espécie misteriosa: vivemos em um continente, mas nossos olhos são escravos do mar e mal sabemos o que existe lá para dentro, terra além-nós. Esta alienação absurda faz com que o espetáculo Susuné – contos de mulheres negras, performance de Carolina Virguez, desponte como programa obrigatório para todos os que estão em sintonia com a plenitude da vida hoje no mundo. A cena é pura poesia humanista, inventário generoso de vivências – a dramaturgia de Emanuel Aragão mescla com o texto do livro Vean vê, mis nanas negras, de Amalialú Posso Figueroa, depoimentos da atriz. As duas mulheres são colombianas. Carolina Virguez, no entanto, migrou para o Brasil bastante jovem, sem notícias precisas da vida no país escolhido. Já a escritora seguiu…
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